quarta-feira, 30 de setembro de 2009

SEU TRAZEIRO NA MODA OU A MODA NO SEU TRAZEIRO II

Muito bom saber que alguns acompanham minha jornada durante as escritas da minha vida, confesso que tinha um antigo blog, então vou relembrar uma antiga postagem onde eu comentava sobre o mundo da moda...



SEU TRAZEIRO NA MODA OU A MODA NO SEU TRAZEIRO II

Aventurados e desocupados, bem,estava eu despreocupado do mundo, com o coqueluche dos que eu mais gosto, uma grande caneca de cereais matinais “que podem ser consumidos a qualquer hora”, leite, banana,canela e açúcar “não necessariamente nessa ordem”, prontinhos para serem consumidos na varanda do tão querido apartamento de minha avó, quando na televisão um anuncio de que não mais não menos a gloriosa Gisele Bündchen estaria de malas prontas para participar de um famoso desfile de moda que viria acontecer em São Paulo, logo com minha imaginação solta, comecei a pensar em detalhes muito esquisitos, tão esquisitos quanto os Californianos com chapéus escrito “PI ON ME” que eu vi no ano novo em Santos, tratava-se da moda, esteja com ela, ou do lado dela, mas nunca contra ela, parece que por motivo de glamour ou qualquer outra coisa, quanto mais feio, mais curto, ou mais exótico, mais famoso fica, uma forma eficaz de dizer que, o que o próximo está usando é cafona ou brega, que pra muitos realmente pouco importa, e pra quem importa, também não me importa. Leves senhoritas como essa dita a cima, cujo sua beleza é comparável com a dificuldade de escrever seu sobrenome, ganhando milhões, para dar 10 passos de seu apartamento até o helicóptero, brindar com champanhes caros durante o caminho, 10 passos até o camarim, mais uns 30 passos na passarela, alguns outros passos até seu camarim de volta e todo processo definitivamente caro. Uma vez contei quantos passos eu dava até o ponto de ônibus para ir ao trabalho, não só agüentar o tempo até a condução chegar, eu tinha que ter a sorte de poder ir sentado, se não ia durante o trajeto inteiro em pé, mais alguns minutos do ponto de ônibus até a empresa que eu trabalhava, para passar horas com um telefone nas mãos. Retornando 10 horas depois para minha casa, tendo todo trajeto novamente sendo feito, só que brindando o perfume de pessoas que passaram o dia inteira nas ruas, com todo glamour do suor trabalhado, e dessa vez se tivesse sorte pegava o primeiro ônibus, se não esperaria mais meia hora até vir o próximo,e pra delírio da galera ou dos meus pés, eram mais de 600 passos. Bem senhoras e senhores, relembrando que meu salário não era nada astronômico, muitas vezes nem matemático pois no primeiro dia já ficava no negativo, a moda nunca foi o meu forte, quando um belo dia passei por uma loja vi uma calça que achei muito bonita, juntei 4 meses para comprar, quando comprei, ouvi a solene frase de uma amiga, que a tendência mudou agora estão usando coisas diferentes, claro que minha revolta não é pelo dinheiro, calça ou tendência. E sim , “quem perguntou?” não entendo esse mundo engomado de socialites, pois se você está longe de ser alguém “da moda” parece estar longe de ser alguém que tanto se importa com aparência, mas mesmo assim ainda vem alguém pra lhe dizer, “Nossa que cafona”. Moças bonitas que colocam seus bonitos corpos amostra, com vestidos desenhados muitas vezes por caras que não usam aquelas roupas, ganhando milhões, e ainda vem alguém sempre dizer, você está fora da moda. Por isso eu digo e venho dizendo, por muito tempo, o seu traseiro na moda ou a moda no seu traseiro.

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